terça-feira, 21 de abril de 2009

Ilusões

Uma característica especificamente humana é a consciência... Com ela podemos alcançar diversas coisas em nossas mentes,  num pequeno mundo que reside dentro de nossas cabeças e, um dos passatempos favoritos de qualquer pessoa, é criar ilusões, fantasiar situações e até mesmo ir bem longe mesmo, e pensar em variados casos, praticamente impossíveis de acontecer, que somente sua imaginação brilhante pode fornecer.
É uma verdadeira "válvula de escape", se desligar do mundo, trabalhar a mente em prol do próprio relaxamento...  Quem nunca fez isso?

Na maioria das vezes a palavra "ilusão" é utilizada de forma a expressar algo negativo, que não vai dar a lugar algum, sem pé nem cabeça, sem um plano traçado, é simplesmente um pensamento vago, o que na maioria das vezes é verdade... Diferentemente do sonho, que já é algo que você tem todo um script a seguir para alcançá-lo.

Porém nem todas as ilusões são totalmente impossíveis de acontecer, tem aquelas em que ainda existe aquela pequena chance de ocorrer, mas que não deixam de ser ilusões do mesmo jeito. Aquela promoção, aquela pessoa distante, aquela viagem... As grandes coisas são os objetivos de nossas vidas, mas são essas pequenas coisas que faz com que as pessoas vivam realmente.

O que seria de nós sem as ilusões? 

Viver um mundo real em que existam somente sonhos e os pés no chão mantém a vida segura, porém não a faz totalmente feliz. Gosto de pensar nas ilusões como um "banco de idéias", elas ficam lá, guardadas, você as cultiva, mas não se apega muito a elas, e, caso você dê sorte, a chance aparecerá pra você, de mão beijada, para tentar realizar aquilo que antes era inalcançável a anos ou dias atrás. Caso nunca apareça, paciência, tudo não passou de um pensamento bom... 

Um bom exemplo disso é a loteria, ou a Tele Sena, ou esses jogos de raspadinha... Quais são as chances de se ganhar qualquer coisa naquilo? 0,000001%?
Mesmo assim as pessoas compram... Claro que tem aquelas que realmente acham que vão ganhar, o que já é uma exacerbação de fé, mas se você perguntar pra maioria elas vão dizer: "Ah, eu compro porque... vai saber né?" 
É a tal da ilusão se manifestando, o infeliz compra, sabe que as chances são praticamente zero, mas faz aquilo da mesma forma, para alimentar seu bom pensamento. É válido!

O único porém é quando as ilusões passam a ser as motivações primárias daquele indivíduo... Ao invés de deixá-las em segundo plano, elas passam a vivê-las, pensar demasiadamente nelas, se desgastar... Isso explica o porquê de muita gente acabar se decepcionando a toa, elas simplesmente se apegam a um fato que é complicado de ocorrer, logo, as chances delas cairem do cavalo serão muito maiores... 

Um simples erro de interpretação, ou um exagero da fé podem transformar a idéia em problema... Saber medir as probabilidades é fundamental no que diz respeito a sua integridade mental... 

No fim das contas, o mundo é movido por pequenas ilusões... Quem sabe você não possa realizar as suas?    



segunda-feira, 13 de abril de 2009

Reativando Blog

Dois anos se passaram desde a última postagem, não imaginei que voltaria a escrever depois de tanto tempo, depois de tantas mudanças pelas quais passei, mas aqui estamos.

Após muito pensar, e também contando com o apoio de amigos, resolvi testar se ainda tenho alguma noção do que é escrever para o público. Pode ser que os primeiros textos não fiquem bons, pode ser que eu acabe desistindo de novo, pode ser que eu não saiba mais como desenvolver essa porcaria mas... Não custa tentar, certo?

My Silent Movie, o retorno! Com certeza não será igual àquele que estão acostumados, mas também obviamente não será tão diferente.

O blog vai passar por algumas reestruturações no sentido de layout, talvez mudanças de cor, links relacionados e essas coisas que eu antigamente fazia, e, como sempre, estamos abertos a sugestões. A sessão “Possíveis Temas Futuros” será reformulada, com novos temas pensados ou sugeridos pelos leitores. Essas mudanças serão feitas aos poucos, não estou dispondo de tanto tempo assim... 

Creio eu que agora possa oferecer mais às pessoas, já que estou mais amadurecido (ou seja, mais velho). Conceitos mais sólidos, argumentação mais convincente, um pouco mais preparado do que a dois anos atrás.

Sinceramente, não sei o que vai acontecer daqui pra frente, agora é pensar positivo e ver o que vai dar... Espero que tudo dê certo e que o projeto volte a andar e a agradar, o qual sempre foi o objetivo principal do blog, além, é claro, de expor minha opinião sobre coisas que as vezes ninguém pensa a respeito, ou que pensam, mas que não têm a oportunidade de expor da forma que gostariam.

Aguardem!    

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Por Que "My Silent Movie"?


Me perguntaram algumas vezes isso... Então vou tentar explicar mais ou menos qual foi a minha idéia...


THE SILENCE


Ah, o pensamento... Habilidade impressionante que nos diferencia não somente das outras espécies viventes, mas entre nós mesmos. Acredito que todos que estão lendo isso pensam (espero!), mas cada um faz isso de uma forma singular.

Qual a única coisa em comum entre todos esses pensadores?

O silêncio!

Todos precisamos de silêncio absoluto ou um ambiente com poucos ruídos para conseguir concentração e desenvolver o assunto.
Não estou dizendo que precisamos sempre de silêncio para pensar, tampouco que as melhores idéias venham no silêncio, muito pelo contrário. Normalmente as genialidades surgem ao acaso, independente do espaço em que se encontra o indivíduo.
O que quero dizer é que os pensamentos mais trabalhados e conscientes, que vão, muitas vezes mudar de alguma forma nossa vida, vêm na total ausência de som. Quando um baita problemão surge, o que fazer? Ele pode ser resolvido de muitas maneiras, conversando ou até mesmo fugindo deles (o que não apoio), mas no fim, mesmo que seja por poucos minutos , o infeliz envolvido vai parar, olhar para o nada (ou fechar os olhos) e vai refletir sobre o assunto. Vai achar uma resposta? Pode ser que sim, pode ser que não, pode ser que ele se perca e não consiga sequer organizar as informações... Não interessa.

O que importa é que sempre silenciamos, mais cedo ou mais tarde... E somente cada pensador sabe o que passou dentro de sua cabeça.

É incrível imaginar que alguns minutinhos calado pode alterar coisas gigantes! O que se passa na mente de cada um nesses momentos?
Isso eu nunca vou saber, mesmo que alguém esteja disposto a me contar os detalhes. Nem vocês saberão o que se passa na minha cabeça...
Mas nem sempre o que pensamos são verdade absolutas e requerem discussões, opiniões, relatos, experiências... Então pensei no blog...

Bom, no fim do texto vou explicar melhor, junto com a parte do "movie", que começarei agora:

THE MOVIE

Antes de mais nada, é necessário questionar: o que é um filme (movie)?

Filme é quando muitas pessoas reunidas atuam para realizar uma certa história, que será passada aos atores através de um script. Toda a encenação será gravada e, depois do processo de edição, vai parar em todas as locadoras. Interessante não?

Mas vamos ao que importa... Repararam na primeira afirmativa do texto? Substituam a palavra "filme" por "vida" e releiam a frase... É a definição perfeita do que são as vidas de todas as pessoas do mundo! Todos nós fazemos parte de nosso próprio filme.

Somos atores principais, diretores e escritores. Assim como nas telas, nossas caminhadas têm início, meio e fim, podem ter finais bons ou ruins, e a história se desenrola de acordo com as escolhas e decisões que as personagens devem tomar. Cada detalhe é importante, cada palavra dita pode alterar o rumo das coisas, podem fazer o filme dar reviravoltas e determinar que tudo dê certo ou errado. Certos "roteiros" podem nos pregar peças, nos fazer ver situações de modos diferentes , se decepcionar ou se orgulhar de outros atores e etc, etc... Cada dia que passa é uma "cena" desse longa metragem (bem longa) que se chama existência.

Além de termos que "dirigir" nossos filmes, ainda fazemos parte da história dos outros, como atores coadjuvantes. Pode-se ter uma atuação mais ou menos ativa, de acordo com o relacionamento entre as personagens. Um filme depende do outro, e todos eles juntos formam um só, que se chama "História da Humanidade".
Atualmente, essa "produção universal" está muitíssimo ameaçada... Já que as pessoas que nela atuam (bilhões) estão destruindo o cenário... Ah deixa pra lá.

A nossa vida está em "play" constante e não há nada que possamos fazer para evitar... Vivenciamos muita coisa com o passar dos anos e muitas vezes não achamos respostas para diversas perguntas que nos fazemos ao longo do percurso... Como encontrar as soluções?
Isso eu não sei... Mas me deu uma idéia: por que não expor meus pensamentos, opiniões e dúvidas? Quem sabe alguém não tem algum ponto de vista diferente ou uma resposta coerente?

Assim surgiu o "My Silent Movie": a união dos acontecimentos e questões da vida (The Movie) com as minhas conclusões e opiniões a respeito, que são conseguidas através de muito pensamento (The Silence).

A partir do blog posso tentar ajudar quem tenha a mesma dúvida, e vice-versa. É um lugar para manifestação e conversa, visando o melhor caminho...

Acho que é só isso mesmo... Vou ficando por aqui!

E lembrem-se: aproveitem seus "filmes" ao máximo, enquanto os créditos não chegam! Haha!

PS: Qualquer dúvida, me procurem! Não sei se esse texto ficou muito claro... Mas foi o melhor que deu para fazer! Hehe!





terça-feira, 11 de setembro de 2007

Te Amo: Palavras Banalizadas

Hoje eu venho tratar com vocês um assunto que não gosto de discutir, mas que nesse caso achei interessante abordar: o amor... Esse sentimento que as pessoas procuram o tempo todo, que faz com que a vida ganhe mais emoção e cor, que nos permite superar coisas que nunca imaginou combater só para ter a pessoas amada ao seu lado...
Sim... É fato que realmente entrar nesse estado de espírito deve ser uma maravilha, ainda mais quando se é correspondido... É a possibilidade de conhecer um mundo totalmente novo, de uma visão diferente, muito diferente, muito mais alegre...

E todo esse bem querer pode ser muito bem expressado por apensa duas palavras: "Te Amo".

Agora eu pergunto: se essa pequena frase é tão "sagrada", se o amor é um sentimento tão difícil de se obter, por que hoje em dia você ouve aos montes por aí? Por que o povo não pensa mais duas, três vezes antes de dizer isso à alguém?

Antigamente, dizer "eu te amo" era um passo importantíssimo na relação entre duas pessoas, quando o auge era atingido. A certeza que um namoro iria dar certo ou que uma amizade era forte o suficiente a durar por longos anos... Tudo isso era representado por essa afirmativa que é dita em segundos... Afirmativa que era muito bem pensada e decidida... Afirmativa que podia mudar tudo de uma hora para outra...
Atualmente, o "eu te amo" foi banalizado e perdeu seu grande valor... O que antes era uma forma de se expressar extremamente forte, hoje transformou-se em algo comum, sem significado algum para a grande maioria (vocês verão eu dizer "a maioria" muitas vezes, pois acredito que nada deve ser generalizado).

São raras as situações em que se vê alguém colocando emoções reais no que estão declarando, e irritantemente constantes as situações em que tudo está sendo jogado da boca pra fora...
Não é difícil ver um carinha conhecer uma fulana na balada, começar a "namorar" e dizer "te amo" a ela... Um mês depois acaba tudo pois "cansou" da menina (não estou defendendo vocês, mulheres, já que muitas têm o mesmo costume). Também não é nada complicado flagrar pessoas agradecendo favores com as "palavras mágicas":

- Ei, eu trouxe o livro que você esqueceu aqui ontem!
- Nossa! Eu estava procurando que nem louco(a) isso! Valeu mesmo! Te amo!

Esses são pequenos exemplos (meio toscos)... Mas deu pra entender, certo?

Pode parecer que isso é atitude de "criança" ou "adolescente"... Antes fosse... Já vi muitos "adultos" (?) fazerem igual... Ou pior...

Por que acontece isso? Talvez esses homens e mulheres estejam bastante confusos quanto ao que seja o amor, ou, quem sabe, queiram tanto amar e serem correspondidos que vão falando para qualquer um que apareça pela frente... Estão errado em agir assim? Não (em partes)... É gente que quer ter essa sensação, que está buscando de uma forma ou de outra a felicidade (apesar de ser de uma forma quase desesperada, rebaixando o "te amo").
Essa banalização pode ser um dos principais motivos, de uma minoria crescente, em não acreditar mais nos sentimentos que essas poucas palavras representam (no geral) ou não mais achar que um relacionamento amoroso é essencial para eles ( no caso dos namoros, etc). Estão errados em agir assim? Também não! A realidade atual está encurralando mais e mais o tal do "amor", em que crescem outros valores, como "poder" e "status". O envolvimento entre pessoas, muitas vezes, é puro interesse...

Alguns vão me perguntar: "Você não acha que está exagerando?"

Resposta pessoal: Não... Sei que é chato admitir, mas acredito que é o que anda acontecendo. E tende a piorar! Se esses são os "tempos modernos", se esse é o "rumo das coisas", então me chamem de antiquado o quando vocês quiserem! Hahaha! Não me juntarei ao "mundo do futuro". Nesse caso, prefiro ser velho!
E não pensem que nós, desacreditados, desistimos de tudo... Não desistimos! O que queremos dizer é que estamos sempre na espera por grandes momentos e que vamos continuar tentando, com as pessoas que achamos que pode dar certo... A única diferença é que, se os dias nunca chegarem, não vamos nos deprimir... Simplesmente não sentiremos falta...

Concluindo, fica o recado: sejam sinceros na hora de dizer "te amo"... Não se esqueçam do peso e do significado desse punhado de letras...

domingo, 9 de setembro de 2007

Texto Para o ENEM


Caros leitores, esse texto foi escrito para a prova do ENEM, que realizei outro dia. O tema era sobre a discriminação quanto às diferenças.
Apesar do texto não ter saído muito bom, achei interessante postar aqui para que aqueles que fizeram possam comparar e ver semelhanças, diferenças ou novas idéias quanto ao tema.
Sinceramente achei bem chato de escrever... É um assunto batido, sem muitos caminhos para se seguir... Mas enfim, vamos lá.

DIFERENÇA: UMA REALIDADE BENÉFICA

Todos os dias se vê, nos jornais, pessoas sendo discriminadas pelo que são, pelo que acreditam, ou pelo caminho que decidiram tomar. Cores, raças, religiões, pensamentos, ideiais e culturas são estopim para a grande maioria dos conflitos que ocorrem mundoi afora. Aliás, as diferenças entre os lados desses casos é que são os principais responsáveis.

Porém, o que poucos conseguem enxergar é que são as diferenças que fazem a humanidade se desenvolver e crescer. Se todos nós fôssemos iguais uns aos outros não haveriam novas idéias, invenções, opiniões, ou seja, não existiria forma alguma de se renovar, mudar para melhor.

As pessoas deveriam encarar as diferenças como algo benéfico. Trocar experiências ao invés de simplesmente recusar o que o outro tem a oferecer, conversar ao invés de brigar, tolerar ao invés de repulsar. Aprendendo a pensar assim, o convívio com as diferenças transforma-se de problema para uma arma poderosa a favor da humanidade.

A solução para a situação é uma só: conscientização. Campanhas, debates, conversas, manifestações devem ser realizadas com força para que cheguem aos ouvidos dos mais intolerantes, façam com que ponham a mão na consciência e finalmente percebam que, apesar de todas as divergências, somos todos verdadeiros espelhos... Todos iguais.

domingo, 2 de setembro de 2007

Dizendo "Sim" e "Não"

Aviso: Por causa do tempo, que anda curtíssimo, pode ser que os textos demorem mais ainda para serem postados aqui! Tentarei manter a "média" de 1 por semana, mas não garanto nada, ok?

Perguntas, perguntas, perguntas... Todos os dias somos obrigados a responder dezenas delas, dar respostas convincentes e justificadas, satisfazer quem está te questionando. Muitas das vezes, no meio desse monte de interrogações, acaba surgindo uma questão mais difícil, fazendo-se necessário pensar um pouco mais profundamente...

Devo aceitar aquela proposta?

Conto ou não conto?

Continuo em frente ou não?

Aceito ou não?

Será que vale a pena?

Independetemente do contexto, acredito que todos vocês já tiveram algumas dessas dúvidas povoando suas mentes. Qualquer uma delas vai culminar em apenas duas respostas: sim e não.

Conversando com alguém (que realmente não me lembro quem), surgiu a discussão da vez: por que a maioria acha que dizer "sim" é muito mais fácil que dizer "não"?

As pessoas argumentam que dizer "sim" é mais fácil pelo fato de não desapontar quem está envolvido, quem está propondo aquela escolha. Também falam que o "sim" é um modo de manter as coisas como elas estão, que vai sustentar uma determinada situação.
Concordo com tudo, em partes... Acredito que a maioria acha isso pois respondem positivamente numa quantidade maior do que negativamente, e isso acontece porque temos de ser políticos! A concessão de favores, a aceitação de uma idéia, toda e qualquer ocorrência em que você esteja apto a resolver, irá dizer "sim"... Repetidas vezes esse "sim" é dito com certa contrariedade, aceitamos aquilo por outro motivo, ou pra agradar alguém que seja importante, ou por pura necessidade.

Perfeitamente natural, não teria como ser diferente, afinal esse é o princípio básico de qualquer um que queira se relacionar e crescer.

Mas, se deixarmos toda a política e a sociedade "civilizada" de lado, falar "não" é muito mais simples do que dizer "sim".

O "não" é a forma real de não modificar o seu estado atual. Se pensar mais a respeito, vai ver que toda vez que você diz "não" a situação em que você está não muda, é uma forma de permanecer com controle sobre o que está ao seu redor. A partir do momento que você diz "sim" esse controle é perdido, e ficará à mercê de diversos outros acontecimentos que vão se desdobrar a partir dessa aprovação.

Um exemplo bem idiota: se um cara quiser ser seu amigo e você negar, nada mudará, o infeliz vai pro canto dele e pronto. Se você concordar, existem N possibilidades: ser traído, ter alguém falso ao seu lado, não gostar dele, etc... Mas também pode ser que você ganhe um grande amigo! Quem sabe?

No fim das contas, "sim" e "não" é um mero jogo: fale "sim" e corra os riscos, fale "não" e fique aonde está. Concordam que é muito mais conveniente e simples continuar na cômoda posição atual, sem muitas mudanças?

Porém, por se tratar da saída mais rápida, o "não" pode virar sinônimo de covardia... Negar tudo aquilo que contenha risco, mesmo tendo possibilidades de dar muito certo, só para não ter de variar sua rotina "perfeita", ou por medo das coisas não seguirem um bom caminho e sair perdedor da história...
Existem horas para aceitarmos ou rejeitarmos as coisas... Qualquer um dos dois em excesso acaba sendo prejudicial... É bom dizer "sim" de vez em quando, mesmo que o que você confirmou seja arriscado, ou não seja de se agrado. Ceder periodicamente fará alguém feliz, ou, em outro caso, deixará sua consciência tranquila. É bom também dizer "não", pois impõs limites, ou, não faz algo, em prol do bem-estar de outro indivíduo.

É necessário um cuidado enorme com essas duas palavras... Acho que saber controlá-las é meio passo para o acerto... Aliado ao seu julgamento...

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

A Morte é o De Menos

Recentemente , eu tive um sonho muitíssimo interessante, meus caros leitores: Estava eu na minha casa, tomando café da manhã, tranquilamente. Após isso, dirigi-me à porta e, logo após pisar na calçada, veio uma caminhonete desgovernasa e me pegou em cheio... Algum tempo depois fui descobrir que morri no tal do acidente e... Acordei!

Pensando no sonho, ainda sentado na cama, me veio o tema para este texto.

A morte é uma constante nas vidas de todo mundo que ainda tem o coração batendo... Chega a ser estranho pensar que a cada vez que piscamos alguém morre em algum canto do planeta. Ela determina o fim da nossa vida, nos sentencia a nunca mais vermos o sol nascer, significa que não vamos mais encontrar nossos amigos e entes queridos, que não vamo dar continuidade aos nossos planos... É o "desligar da tomada", o "fechar das cortinas", a "última página do livro", etc etc...

Vidas se esgotam a cada minuto, e sabemos que um dia nossa vez vai chegar... Não tem como lutar contra isso...

Essa situação apavora muitas pessoas, que têm muito medo do "dia do juízo final". Elas querem adiar ao máximo o momento (lógico, nós também), mas, muitas vezes, acabam dominados por tanto pavor.

Iniciando meu raciocínio frio (e um pouco egoísta), fica a pergunta: por que a maioria tem tanto medo da morte?
Tecnicamente, não é preciso se preocupar com as coisas que são deixadas para trás com a sua partida... Seus parentes e colegas ficarão arrasados, chorarão, mas tudo será superado e logo você se tornará apenas uma lembrança, que com o tempo se perderá... A não ser que você tenha sido uma pessoa muito importante para o mundo.

Outro fato: por que se apavorar com a idéia de morrer se as piores coisas possíveis acontecem quando se está vivo? A dor, o sofrimento, a perda de alguém próximo (VIVENCIAR isso é horrível), a desilusão, a decepção, a tristeza, a solidão... Acho que isso não acontece quando vamos para baixo da terra. As pessoas deveriam ter muito mais medo da própria vida, do que do término dela.
O "viver" muitas vezes é cruel, passamos por tantos problemas, impedimentos e situações terríveis que ninguém percebe que a morte é o cessar de todo tipo de preocupação e medo que tiver, marca o início do tão falado "descanso em paz".

Claro, é óbvio que estar vivo tem as suas vantagens (que são muitas), e são nelas que todos nós temos que nos concentrar. Se a morte é uma certeza, pra que temê-la?
O povo tem mais é que se preocupar com aproveitar o quanto puder os benefícios que estar vivo pode propocionar e, principalmente, chegar ao fim da linha satisfeito com o tempo que lhe foi concedido.

E quem disse que tudo acaba quando vamos para o caixão? Quem garante que não vamos ressucitar, ir para o céu ou inferno, virar espíritos, viajar para outra dimensão, acordar em um mundo paralelo..? (apesar de eu não acreditar, são possibilidades...)

A morte é o de menos... Viver é muito mais difícil, muito mais sofrido, porém, muito mais compensador também. Assim como todas as coisas existentes, o falecimento tem seus lados bons e ruins, portanto, não tenha medo (vide imagem)... Vá em frente o máximo que conseguir e se conforme com seu inevitável futuro... Que é o mesmo para todos.

Como vocês podem imaginar, eu não sei absolutamente nada do que estou escrevendo... Isso são apenas hipóteses, de acordo com o que ouço e acredito...

Mas quando eu morrer, irei descobrir... E vocês também...