terça-feira, 11 de setembro de 2007

Te Amo: Palavras Banalizadas

Hoje eu venho tratar com vocês um assunto que não gosto de discutir, mas que nesse caso achei interessante abordar: o amor... Esse sentimento que as pessoas procuram o tempo todo, que faz com que a vida ganhe mais emoção e cor, que nos permite superar coisas que nunca imaginou combater só para ter a pessoas amada ao seu lado...
Sim... É fato que realmente entrar nesse estado de espírito deve ser uma maravilha, ainda mais quando se é correspondido... É a possibilidade de conhecer um mundo totalmente novo, de uma visão diferente, muito diferente, muito mais alegre...

E todo esse bem querer pode ser muito bem expressado por apensa duas palavras: "Te Amo".

Agora eu pergunto: se essa pequena frase é tão "sagrada", se o amor é um sentimento tão difícil de se obter, por que hoje em dia você ouve aos montes por aí? Por que o povo não pensa mais duas, três vezes antes de dizer isso à alguém?

Antigamente, dizer "eu te amo" era um passo importantíssimo na relação entre duas pessoas, quando o auge era atingido. A certeza que um namoro iria dar certo ou que uma amizade era forte o suficiente a durar por longos anos... Tudo isso era representado por essa afirmativa que é dita em segundos... Afirmativa que era muito bem pensada e decidida... Afirmativa que podia mudar tudo de uma hora para outra...
Atualmente, o "eu te amo" foi banalizado e perdeu seu grande valor... O que antes era uma forma de se expressar extremamente forte, hoje transformou-se em algo comum, sem significado algum para a grande maioria (vocês verão eu dizer "a maioria" muitas vezes, pois acredito que nada deve ser generalizado).

São raras as situações em que se vê alguém colocando emoções reais no que estão declarando, e irritantemente constantes as situações em que tudo está sendo jogado da boca pra fora...
Não é difícil ver um carinha conhecer uma fulana na balada, começar a "namorar" e dizer "te amo" a ela... Um mês depois acaba tudo pois "cansou" da menina (não estou defendendo vocês, mulheres, já que muitas têm o mesmo costume). Também não é nada complicado flagrar pessoas agradecendo favores com as "palavras mágicas":

- Ei, eu trouxe o livro que você esqueceu aqui ontem!
- Nossa! Eu estava procurando que nem louco(a) isso! Valeu mesmo! Te amo!

Esses são pequenos exemplos (meio toscos)... Mas deu pra entender, certo?

Pode parecer que isso é atitude de "criança" ou "adolescente"... Antes fosse... Já vi muitos "adultos" (?) fazerem igual... Ou pior...

Por que acontece isso? Talvez esses homens e mulheres estejam bastante confusos quanto ao que seja o amor, ou, quem sabe, queiram tanto amar e serem correspondidos que vão falando para qualquer um que apareça pela frente... Estão errado em agir assim? Não (em partes)... É gente que quer ter essa sensação, que está buscando de uma forma ou de outra a felicidade (apesar de ser de uma forma quase desesperada, rebaixando o "te amo").
Essa banalização pode ser um dos principais motivos, de uma minoria crescente, em não acreditar mais nos sentimentos que essas poucas palavras representam (no geral) ou não mais achar que um relacionamento amoroso é essencial para eles ( no caso dos namoros, etc). Estão errados em agir assim? Também não! A realidade atual está encurralando mais e mais o tal do "amor", em que crescem outros valores, como "poder" e "status". O envolvimento entre pessoas, muitas vezes, é puro interesse...

Alguns vão me perguntar: "Você não acha que está exagerando?"

Resposta pessoal: Não... Sei que é chato admitir, mas acredito que é o que anda acontecendo. E tende a piorar! Se esses são os "tempos modernos", se esse é o "rumo das coisas", então me chamem de antiquado o quando vocês quiserem! Hahaha! Não me juntarei ao "mundo do futuro". Nesse caso, prefiro ser velho!
E não pensem que nós, desacreditados, desistimos de tudo... Não desistimos! O que queremos dizer é que estamos sempre na espera por grandes momentos e que vamos continuar tentando, com as pessoas que achamos que pode dar certo... A única diferença é que, se os dias nunca chegarem, não vamos nos deprimir... Simplesmente não sentiremos falta...

Concluindo, fica o recado: sejam sinceros na hora de dizer "te amo"... Não se esqueçam do peso e do significado desse punhado de letras...

domingo, 9 de setembro de 2007

Texto Para o ENEM


Caros leitores, esse texto foi escrito para a prova do ENEM, que realizei outro dia. O tema era sobre a discriminação quanto às diferenças.
Apesar do texto não ter saído muito bom, achei interessante postar aqui para que aqueles que fizeram possam comparar e ver semelhanças, diferenças ou novas idéias quanto ao tema.
Sinceramente achei bem chato de escrever... É um assunto batido, sem muitos caminhos para se seguir... Mas enfim, vamos lá.

DIFERENÇA: UMA REALIDADE BENÉFICA

Todos os dias se vê, nos jornais, pessoas sendo discriminadas pelo que são, pelo que acreditam, ou pelo caminho que decidiram tomar. Cores, raças, religiões, pensamentos, ideiais e culturas são estopim para a grande maioria dos conflitos que ocorrem mundoi afora. Aliás, as diferenças entre os lados desses casos é que são os principais responsáveis.

Porém, o que poucos conseguem enxergar é que são as diferenças que fazem a humanidade se desenvolver e crescer. Se todos nós fôssemos iguais uns aos outros não haveriam novas idéias, invenções, opiniões, ou seja, não existiria forma alguma de se renovar, mudar para melhor.

As pessoas deveriam encarar as diferenças como algo benéfico. Trocar experiências ao invés de simplesmente recusar o que o outro tem a oferecer, conversar ao invés de brigar, tolerar ao invés de repulsar. Aprendendo a pensar assim, o convívio com as diferenças transforma-se de problema para uma arma poderosa a favor da humanidade.

A solução para a situação é uma só: conscientização. Campanhas, debates, conversas, manifestações devem ser realizadas com força para que cheguem aos ouvidos dos mais intolerantes, façam com que ponham a mão na consciência e finalmente percebam que, apesar de todas as divergências, somos todos verdadeiros espelhos... Todos iguais.

domingo, 2 de setembro de 2007

Dizendo "Sim" e "Não"

Aviso: Por causa do tempo, que anda curtíssimo, pode ser que os textos demorem mais ainda para serem postados aqui! Tentarei manter a "média" de 1 por semana, mas não garanto nada, ok?

Perguntas, perguntas, perguntas... Todos os dias somos obrigados a responder dezenas delas, dar respostas convincentes e justificadas, satisfazer quem está te questionando. Muitas das vezes, no meio desse monte de interrogações, acaba surgindo uma questão mais difícil, fazendo-se necessário pensar um pouco mais profundamente...

Devo aceitar aquela proposta?

Conto ou não conto?

Continuo em frente ou não?

Aceito ou não?

Será que vale a pena?

Independetemente do contexto, acredito que todos vocês já tiveram algumas dessas dúvidas povoando suas mentes. Qualquer uma delas vai culminar em apenas duas respostas: sim e não.

Conversando com alguém (que realmente não me lembro quem), surgiu a discussão da vez: por que a maioria acha que dizer "sim" é muito mais fácil que dizer "não"?

As pessoas argumentam que dizer "sim" é mais fácil pelo fato de não desapontar quem está envolvido, quem está propondo aquela escolha. Também falam que o "sim" é um modo de manter as coisas como elas estão, que vai sustentar uma determinada situação.
Concordo com tudo, em partes... Acredito que a maioria acha isso pois respondem positivamente numa quantidade maior do que negativamente, e isso acontece porque temos de ser políticos! A concessão de favores, a aceitação de uma idéia, toda e qualquer ocorrência em que você esteja apto a resolver, irá dizer "sim"... Repetidas vezes esse "sim" é dito com certa contrariedade, aceitamos aquilo por outro motivo, ou pra agradar alguém que seja importante, ou por pura necessidade.

Perfeitamente natural, não teria como ser diferente, afinal esse é o princípio básico de qualquer um que queira se relacionar e crescer.

Mas, se deixarmos toda a política e a sociedade "civilizada" de lado, falar "não" é muito mais simples do que dizer "sim".

O "não" é a forma real de não modificar o seu estado atual. Se pensar mais a respeito, vai ver que toda vez que você diz "não" a situação em que você está não muda, é uma forma de permanecer com controle sobre o que está ao seu redor. A partir do momento que você diz "sim" esse controle é perdido, e ficará à mercê de diversos outros acontecimentos que vão se desdobrar a partir dessa aprovação.

Um exemplo bem idiota: se um cara quiser ser seu amigo e você negar, nada mudará, o infeliz vai pro canto dele e pronto. Se você concordar, existem N possibilidades: ser traído, ter alguém falso ao seu lado, não gostar dele, etc... Mas também pode ser que você ganhe um grande amigo! Quem sabe?

No fim das contas, "sim" e "não" é um mero jogo: fale "sim" e corra os riscos, fale "não" e fique aonde está. Concordam que é muito mais conveniente e simples continuar na cômoda posição atual, sem muitas mudanças?

Porém, por se tratar da saída mais rápida, o "não" pode virar sinônimo de covardia... Negar tudo aquilo que contenha risco, mesmo tendo possibilidades de dar muito certo, só para não ter de variar sua rotina "perfeita", ou por medo das coisas não seguirem um bom caminho e sair perdedor da história...
Existem horas para aceitarmos ou rejeitarmos as coisas... Qualquer um dos dois em excesso acaba sendo prejudicial... É bom dizer "sim" de vez em quando, mesmo que o que você confirmou seja arriscado, ou não seja de se agrado. Ceder periodicamente fará alguém feliz, ou, em outro caso, deixará sua consciência tranquila. É bom também dizer "não", pois impõs limites, ou, não faz algo, em prol do bem-estar de outro indivíduo.

É necessário um cuidado enorme com essas duas palavras... Acho que saber controlá-las é meio passo para o acerto... Aliado ao seu julgamento...